domingo, 25 de outubro de 2009

Requião diz que acordo entre PMDB e PT foi molecagem


No Blog do Fábio Camapana

Ao participar da convenção municipal do PMDB, ontem em Curitiba, o governador Roberto Requião disse que o vice-governador Orlando Pessuti será candidato ao governo pelo PMDB e que as definições sobre alianças ficarão para o próximo ano.

Requião reafirmou suas críticas ao pré-acordo feito em jantar na terça-feira passada entre a direção nacional do PMDB, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à presidência da República.

“Aquilo foi uma farra de um jantar e não tem nenhum aspecto legal. O partido não tomou conhecimento disso. Eu não estou nem dizendo que não seja possível uma coligação com o PT nacional, mas eu não reconheço a autoridade de meia dúzia de comensais que, depois de tomar um bom vinho e comer um bom rango, resolve dizer para todo o partido o que deve fazer”, criticou.

Sobre o cenário das negociações locais, em que uma parcela expressiva do PMDB demonstra a vontade de compor com o PSDB, por não acreditar no crescimento da candidatura peemedebista, Requião reafirmou a candidatura de Pessuti.

“Ele foi treinado numa boa escola. É meu vice há oito anos”, resumiu. Quanto a alianças, o governador defendeu que, primeiro, o partido formule um projeto de governo, para depois decidir se faz coligação ou lança um candidato próprio à presidência da República.

Preocupado em se consolidar internamente no partido, o vice-governador Orlando Pessuti destacou que o PMDB do Paraná é “rigoroso” nas suas definições para disputar o governo.

Ele lembrou que o PMDB faz alianças, mas que também lança suas candidaturas próprias no Estado. Foi assim nas sete eleições do Estado, quando perdeu duas e venceu cinco eleições, citou o vice-governador.

A maioria dos diretórios municipais do PMDB do Paraná renovou ontem suas direções. Na convenção de Curitiba, o PDMB reelegeu Doático Santos para a presidência do partido.

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